Arquivo de etiquetas: legado

Parlez-Vous Anglais?

tub_in_english
Os TUB falam inglês mas são incapazes de responder a um email em português.
#problemasdeidentidade

Anúncios

Os Sonhos Húmidos de Grey

50-shades-greyEra o sonho húmido de Grey, o sonho mais húmido de Grey, construir um tanque a que chamaria piscina e que alguém outro pagaria que não ele. O sonho era húmido e era de Grey.
Grey era mesmo assim, um sonhador.

Atrás do pavilhão desportivo, era mesmo ali que Grey falava vir a ser o seu tanque pintado de azul. Levantado por Grey tem mais de vinte anos, Grey não foi nunca capaz de “guardar do riso para a chora“, como diz o ditado e, assim, a manutenção quotidiana do pavilhão tem sido adiada, vai sendo adiada.
Como já chove lá dentro, talvez nem faça falta fazer uma piscina nova.

Nas ilhas chuvosas do Atlântico, os sonhos de outros Greys foram levados a um patamar superior de impunidade. Escava-se uma piscina de dimensões continentais numa terra com meras cinco mil almas mas ninguém sabe (ou ninguém quer saber) que a viabilização financeira e social daquele tanque azul implicaria o seu uso e usufruto por mil pessoas por dia, todos os dias do ano. Tomar banho até romper a pele.

Nas ilhas chuvosas do Atlântico não descobriram, ainda, o pote de ouro no fim do arco-íris, o pote que permitisse pagar os custos da vaidade de um certo tipo de “sonhadores”. Conclusão? – o tanque azul funcionou alguns dias. Está encerrado porque não há dinheiro para o manter. Aliás, nunca houve.piscinas_acores
Passou algum tempo e Grey trocou as cadeiras em que tomava assento e agora preside também à Domus Vocis Populi; talvez ali tenha finalmente, e novamente, acesso ao muito dinheiro que lhe permita abrir mais um rombo no soalho, ali ao pé do pavilhão. Uma piscina para ficar fechada 52 semanas por ano.


diario_minho_10janeiro2015_pavilhao_merelim
As contas são sempre pagas por quem vem depois, não é?

paga_povo

O Problema do Lixo XII

contentores_lixo_vila_verde

Não sei quanto custará porque, quer a notícia acima quer o comunicado publicado pela CM Vila Verde, omitem ou simplesmente esquece de referir quanto custará; a verdade é que Vila Verde, tendo muito menos campos de futebol sintéticos por metro quadrado e muito menos piscinas municipais encerradas oito meses por ano, parece decidida a tratar o problema do lixo com a atenção e inteligência necessárias. Ou seja: enterrando os respectivos contentores.
No caso de Braga em geral e também no caso de Tadim, o problema não tem sido resolvido porque não sido tratado como tal: um problema. Doutra forma, o problema do lixo parece ser uma tragédia imputável apenas aos deuses da Grécia Antiga e sobre o qual os Homens não têm autoridade ou ascendência. Uma tragédia sem fim à vista.
No entanto, por todo o concelho (e Braga não guarda o exclusivo nacional) foram levantadas dezenas de urbanizações – em pleno séc. XXI – sem que nelas exista o espaço necessário para o lixo, nem dentro de portas (o desejável) nem no espaço público, ou por via da sofrível existência de contentores “clássicos” ou, como desejável, pela existência de contentores subterrâneos (para o lixo reciclável e lixo comum).
Como foi possível criarem-se milhares de habitação cercadas de lixo pelo chão? Simples: mau urbanismo. Melhor dizendo: urbanismo ad hoc, ao arrepio de regras existentes há décadas. Negligência pura.
Quem paga? – os cidadãos, os mesmos cidadãos que financiam com os seus impostos directos e directos o saneamento do espaço público mas que, semana após semana, se vêm impossibilitados de sair de suas casas sem esbarrarem de frente com o lixo… seu e dos outros, no chão. Ou porque o camião não passou no dia previsto ou porque os animais (gatos inclusive) trataram de vasculhar os detritos em busca de sortes.

No caso de Midat, o alcaide Ibn Batuta veio já declarar que “não temos dinheiro para luxos no lixo, quem quiser que faça uma cova no quintal e enterre lá o lixo porque nós não estamos em condições financeiras de exigir que o camião cumpra horários, nem temos dinheiro para divulgar de forma consistente os dias de recolha do lixo, e muito menos temos dinheiro para remendar o péssimo urbanismo implementado por quem nos antecedeu na Alcaidaria.
E como deixaram os cofres vazios, não podemos estar garantir às pessoas o seu direito a uma rua limpa e bonita. 

No que depender de nós, Midat há-de continuar a ter lixo pendurado nos caminhos aos domingos de manhã!”

Parabéns!

tadim_largo_igreja
Dou os meus sinceros parabéns a Manuel Faria
e ao executivo a que preside pela boa lembrança de melhorar as travessias para peões na nossa estimada freguesia de Tadim. É um problema antigo, encarado com muita ligeireza pelo executivo anterior, mas que agora parece começar a resolver-se. Bem haja!
Assim, está em fase de conclusão a instalação de uma nova passadeira com lomba frente ao BPI.

No “dinâmico” site da JF Tadim pode conhecer-se com detalhe o plano de modernização das passadeiras existentes, assim como das novas, como é o caso da passadeira frente à escola Primária (da Estação), da rua 25 de Abril com a General Humberto Delgado assim como a do largo da Igreja frente à antiga escola Primária; no caso desta última, garante Manuel Faria que a mesma vai ser deslocada para Sul cerca de três metros por forma a fazê-la coincidir em ambos os lados da rua com o passeio existente e não com um lugar de estacionamento. Igualmente, assegura, esta alteração permitirá que os cidadãos com mobilidade reduzida consigam atravessar a rua evitando os actuais desníveis.

No site a partir do qual Manuel Faria comunica com os tadinenses, é também dito que ninguém é perfeito e que a passadeira nova – que está hoje a ser instalada na rua de Quintães (frente à escola Primária antiga), e que ligará o dinâmico tanque de água do largo da Igreja ao edifício-sede da JF Tadim – manterá o passeio à volta daquele edifício público igualmente inacessível a quem se desloque em cadeira de rodas ou com carrinho de bebé.

Garante o autarca que o edifício inaugurado duas ou três semanas antes das anteriores eleições autárquicas “é um bom edifício” mas “não permite acesso ao 2.º piso a cidadãos com mobilidade reduzida“, nem tampouco acesso desde o nível da rua: “o anterior executivo – do qual eu também fazia parte importante – fez questão de blindar o acesso a essas pessoas“, e mesmo em dias de eleições, “fazemos questão de colocar as mesas de voto no piso superior” – desta feita, os “idosos da freguesia ficam impedidos de votar!“.
Como se pode constatar pelos trabalhos em curso” – continua – “o desnível do passeio em relação à rua é para manter pelo menos durante uma semana. Na próxima semana ou na seguinte, vamos refazer a obra que estamos agora a fazer e alteamos a passadeira, eliminando assim o desnível e corrigindo a ilegalidade existente“.

Todos somos Charlie!

O Problema do Lixo V

lixo_tadim_agere_2 lixo_tadim_agere_1 A Agere deve ter tido um fim-de-semana muito ocupado noutras paragens e ter-se-á esquecido de vir a Tadim honrar o seu compromisso com os munícipes que cá vivem.
E dou os parabéns aos moradores que afixaram o horário da (suposta) recolha do lixo, já que nem a Junta de Freguesia nem a Agere parecem ainda convencidas da sua obrigação de o fazer.

Senhor presidente, para além do “Plano Cultural 2014“, tem já em marcha um plano para a higienização da freguesia?
Para quando a disponibilização de contentores subterrâneos?
E como é possível haver na freguesia urbanizações construídas no séc. XXI  sem os respectivos espaços de recolha do lixo?
É suposto todos os moradores das várias urbanizações da freguesia pendurarem o seu lixo nos ferrinhos? Cabe lá todo?
Será que com um mês da renda que o campo de futebol nos custa seria possível retirar Tadim da Idade Média?
Que porcaria…