O Problema do Lixo XII

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Não sei quanto custará porque, quer a notícia acima quer o comunicado publicado pela CM Vila Verde, omitem ou simplesmente esquece de referir quanto custará; a verdade é que Vila Verde, tendo muito menos campos de futebol sintéticos por metro quadrado e muito menos piscinas municipais encerradas oito meses por ano, parece decidida a tratar o problema do lixo com a atenção e inteligência necessárias. Ou seja: enterrando os respectivos contentores.
No caso de Braga em geral e também no caso de Tadim, o problema não tem sido resolvido porque não sido tratado como tal: um problema. Doutra forma, o problema do lixo parece ser uma tragédia imputável apenas aos deuses da Grécia Antiga e sobre o qual os Homens não têm autoridade ou ascendência. Uma tragédia sem fim à vista.
No entanto, por todo o concelho (e Braga não guarda o exclusivo nacional) foram levantadas dezenas de urbanizações – em pleno séc. XXI – sem que nelas exista o espaço necessário para o lixo, nem dentro de portas (o desejável) nem no espaço público, ou por via da sofrível existência de contentores “clássicos” ou, como desejável, pela existência de contentores subterrâneos (para o lixo reciclável e lixo comum).
Como foi possível criarem-se milhares de habitação cercadas de lixo pelo chão? Simples: mau urbanismo. Melhor dizendo: urbanismo ad hoc, ao arrepio de regras existentes há décadas. Negligência pura.
Quem paga? – os cidadãos, os mesmos cidadãos que financiam com os seus impostos directos e directos o saneamento do espaço público mas que, semana após semana, se vêm impossibilitados de sair de suas casas sem esbarrarem de frente com o lixo… seu e dos outros, no chão. Ou porque o camião não passou no dia previsto ou porque os animais (gatos inclusive) trataram de vasculhar os detritos em busca de sortes.

No caso de Midat, o alcaide Ibn Batuta veio já declarar que “não temos dinheiro para luxos no lixo, quem quiser que faça uma cova no quintal e enterre lá o lixo porque nós não estamos em condições financeiras de exigir que o camião cumpra horários, nem temos dinheiro para divulgar de forma consistente os dias de recolha do lixo, e muito menos temos dinheiro para remendar o péssimo urbanismo implementado por quem nos antecedeu na Alcaidaria.
E como deixaram os cofres vazios, não podemos estar garantir às pessoas o seu direito a uma rua limpa e bonita. 

No que depender de nós, Midat há-de continuar a ter lixo pendurado nos caminhos aos domingos de manhã!”

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